só pra constar, meu setlist…
… da dj club, onde discotequei no dia 19/07… tardo, mas não falho!
elias and the wizzkids “young and hairy”
mates of state “whiner’s bio”
camera obscura “if looks could kill”
gomez “getting better”
vanguart “spanish woman”
dismemberment plan “sentimental man”
fratellis “whistle for the choir”
thrills “don’t steal our sun”
teenage fanclub “about you”
ash “evil eye”
weezer “troublemaker”
animal collective “grass”
los hermanos “condicional”
foo fighters “i feel free”
where’s moo “new foreign jar”
dinosaur jr. “feel the pain”
madrugada “blood shot adult commitment”
queens of the stone age “everybody knows that you’re insane”
é isso!!!
Filed under: Uncategorized | 1 Comment
Afudê!
Estávamos com saudades! Esse era o sentimento de cada um dos fãs paulistas da banda gaúcha Bidê Ou Balde presentes na madrugada de sexta (09/11) para sábado, no Inferno Club. Desde julho do ano passado, eles não davam as caras por aqui.
Quem temia, porém, que eles perdessem a fidelidade do público por conta dessa ausência, teve uma grata surpresa: a casa estava cheia, eufórica e sedenta por um rock’n’roll debochado, divertido e apaixonado. Qualidades que poucas bandas brasileiras têm hoje.
Carlinhos Carneiro, vocalista da BOB, é um excelente showman: tem o público na palma da mão, interage como poucos sabem fazer (é mais que cantor, é um baita orador); a Vivi, tecladista, é a singeleza e a beleza que qualquer banda boa precisa de ter, e isso não se deve só à parte visível, mas à parte audível também, óbvio (estamos falando de música, não?).
E os demais integrantes não são apenas ‘os demais integrantes’, por mais que já não se saiba o nome de todos eles, de tanta mudança na formação da banda. Aliás, pelo contrário, a base musical, a eficiência para que o som saia redondo, mesmo no improviso, é mérito todo deles.
(Intervenção: bom, o Pilla e o Sá ainda estão lá… Ou não? Ah, sei lá…).
Seguindo: daí que o conjunto disso começa na explosão de “É Preciso Dar Vazão Aos Sentimentos”. O público responde obedecendo ao que reza o título da música, extravaza, grita, pula, se amontoa, entra em sintonia, em transe, como é todo bom show de rock que se preze. E todo bom show de rock, quando é com a Bidê, fica inesquecível.
Porque, veja: na seqüência, eles tocam uma música que só conhecem os fãs ferrenhos, os xiitas, os viciados em música ou os nerds (é, talvez eu me enqüadre nessa última), “Vamos Passar A Noite De Galera”, apesar de ser canção ‘das antigas’. Depois “Vamos Para Uma Excursão” e só então uma música mais conhecida ‘pelo grande público’, “Microondas”, porque estava no Acústico MTV Bandas Gaúchas e coisa e tal…
E se, antes de “Microondas”, a platéia tinha sido conquistada, imagine na hora em que ela chegou? Ah, o refrão dela… “Lightning Bolt” – em que o Carlinhos muda as palavras que são ditas na versão original e conta outra história (de improviso ou decorada?) em cima do ‘instrumentalismo’ da banda – e “O Antipático” vêm a seguir.
Chega “Gerson”, música que fala “sobre um garçom de um bar gaúcho” (oh, acreditar ou duvidar da palavra do sr. Carneiro? hmmm, curtir é melhor…), uma das canções mais pedidas nos shows da BOB e, até por isso, cantada a inflados pulmões e carregadas emoções por todos.
Depois, “Hoje”, versão da música do Camisa de Vênus (ou do Ramones? Ou do Replicantes? Não era do “Charlie… Brown…”? ok, igual ao que disse o vocalista, a piada acabou por aqui…) . A partir dessa, com o jogo ganho, é só correr pro abraço. E vem “A-há”, “As Cores Bonitas”, a mais popular “Mesmo Que Mude” (“ih! olha o cara do Rock Rocket ali do lado”)…
Quando chega o momento-ápice do show, onde eles não negam o quanto amam Sonic Youth, barulhinhos e afins: “Spaceball”! Quase dez minutos de hipnose pura, de ficar de queixo caído e pêlos arrepiados. Luz baixa, sonzinhos de teclados, guitarras distorcidas e muita, mas muita microfonia. Sonic Youth, barulhinhos e afins, enfim. Para se cair na realidade de que “eu fui numa festa, visse?”. Festão! Nem faltou a família Gordon/Moore, pelo menos em lembrança, eles estavam lá.
Daí pra frente, é tudo lucro. “Bromélias” e o bendito Rangel que esqueceu as calças; “Melissa” e a avó de Pajé; “Buddy Holly” e Weezer (sim, desta vez, foi em inglês, chique!); “Matelassê” e a Fashion Week.
E “K-7” pra hora de acabar. Cassete, já? Mas faltaram “Adoro Quando Chove”, “O Que Acontece No Escuro”, “Dulci”, “(Eu Te Amo) Lucinda”, “Tudo Bem”, “Não Adianta Chorar”… ah, tudo bem, não adianta mesmo. Aliás, pode até ser um bom pretexto para eles voltarem logo e darem mais esperanças de ouvir essas não-tocadas. Porque já bate um sentimento saudoso, de novo.
texto por Thiago Vandré
1ª foto por Telma Melo (http://www.flickr.com/photos/telmamelo/ www.ideiastortas.myblog.com.br)
2ª foto por Cristian Domingues (http://www.lbvidz.com.br/ http://www.fotografiabrasil.com/ http://www.flickr.com/photos/cristian_domingues/ http://www.cristiandomingues.com/)
Filed under: Uncategorized | 1 Comment
Rrrrrrrrrrrrrock!
Do show dos cariocas bons de rock (ou, no modo de dizer dos integrantes e fãs da banda, rrrrrrrrrrock!) do Autoramas, na casa paulistana Inferno Club, não se tem muita escapatória em dizer certeiramente que eles fazem o melhor show do gênero musical em terras brasileiras.
Primeiro, porque você sabe – só você sabe – que o som é intenso, divertido e “chapado”, o que às vezes significa que você vai chapar também. É, chapar, ficar alucinado. Talvez, alguma bebida alcoólica “ajude” nessa condição, mas o estado alucinógeno é maior porque o som do grupo é, digamos, nervoso. E emocionante!
Segundo: quem consegue se manter por quase uma década na vitrine do atual cenário musical, em que tudo é transitório, onde a banda boa de hoje pode ser o fracasso de amanhã? O Autoramas consegue. Desde que eles lançaram a canção “Fale Mal de Mim”, como primeiro single da banda, passando pelas três indicações em uma premiação do Video Music Brasil (VMB), do ano de 2005, da emissora musical MTV, até o último disco, lançado em 2007, Teletransporte, eles sempre se mantiveram no topo das bandas de boa qualidade, com público fiel e, inclusive, numeroso, para uma banda alternativa, de garagem.
Terceiro, vamos às canções do show: duas músicas do já citado disco novo pra abrir a apresentação, entre elas “Hotel Cervantes”, a música de trabalho. E as pessoas da platéia já sabem de cor e cantam alto, como que para exibir que já as conhecem. Depois, é “hit” atrás de “hit”: “Carinha Triste”, “Megalomania”, “Nada A Ver”, a já citada “Fale Mal De Mim”, a por aí vai. Tudo, exatamente tudo, na ponta da língua dos fãs.
Por falar em ponta da língua, quarto motivo, pois assim falou Gabriel, vocalista da banda, esbanjando simpatia, após o show: “Tá sendo muito bom tocar em São Paulo, o público responde muito bem. Teletransporte é o nosso melhor cd, é a cara atual da banda. É importante essa resposta do pessoal”. O grupo ainda é composto pela baixista Selma e pelo baterista Bacalhau, todos satisfeitos pela boa apresentação.
Ah, último motivo: eles, no bis, tocaram “Ex-Amigo” e uma versão para “1,2,3,4”, do Little Quail And The Mad Birds, ex-banda de Gabriel, da década de 90. Para saudosista nenhum botar defeito e ainda pular feito criança: “São tempos e canções que a gente não tem como desprezar”, finaliza o vocalista.
Thiago Vandré
Filed under: Uncategorized | 1 Comment
Pesquisar
-
Blogroll
